Ao amanhecer o escuro se vai mas, não os seus efeitos
Pois é no escuro que as Sombras se tornam rainhas
E durante a negra noite o medo é o pomposo eleito
Agarrando-se à sua alma como malditas vinhas.
Em seu sonhos o temor de um pesadelo comanda
Você mantêm os olhos abertos para não se perder
Temendo este mundo que toda noite se anda
Cheio de caminhos que nos fazem o sono temer
E na imensa vastidão das trevas noturnas
Por este vale de medo e horrores caminhamos
Perdidos num deserto temoroso de imensas dunas
Feitas de imagens ruins que há muito não lembramos
E no auge do reino da perpétua escuridão
Quando prospera o governo da desconhecida madrugada
É onde os pesadelos florescem altivos então
Nos deixando com a alma tetricamente assombrada
O medo de escuro é apenas uma vaga certeza
De algo tenebroso que nos é desconhecido
Pois fica-se na mente a desconfortável incerteza
De não ter certeza de que nada tenha acontecido
E assim vivemos nas sombras da sorrateira dúvida
Torcendo apenas que nada saia para a realidade
O amanhecer nos traz o fim das noites escuras
Mas nunca a resposta que contém verdade
Será que todo o pesadelo acabou realmente?
Será que as minhas memórias da noite que passou
Irão me atormentar nas próximas trevas novamente?
Ou será que meu pesadelo sequer começou?
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